segunda-feira, 4 de junho de 2012

Queda nos juros do financiamento pode atrasar a entrega dos imóveis

Com a redução da taxa básica de juros para 8,5%, anunciada pelo Copom, na última quarta-feira (8), muitos bancos públicos e privados divulgaram as reduções nas suas taxas de financiamento, principalmente a do financiamento imobiliário, que já estarão menores na próxima semana.

A expectativa agora é que o setor imobiliário volte a ficar aquecido, já que no início do ano os juros do empréstimo estavam elevados e os consumidores não se mostravam propensos a comprar imóveis, no entanto, esse aquecimento pode trazer riscos para o consumidor.

Na opinião do especialista em direito imobiliário, Marcelo Tapai, o risco de o País sofrer com os atrasos novamente é muito alto. Isso porque o déficit habitacional no Brasil ainda é levado e muitas pessoas esperam os juros baixar para comprar o imóvel, o que provoca a corrida de lançamentos pelas construtoras, que muitas vezes não tem estruturas e nem caixa para erguer tais empreendimentos.

“As construtoras têm um limite de obras que podem financiar com os bancos e, quando lançam mais empreendimentos do que conseguem financiar, inevitavelmente atrasam as obras”, explica o especialista.

Histórico

A partir de 2008, o mercado de compra e venda de imóveis deu um salto no Brasil e a construtoras lançaram centenas de empreendimentos, que vendiam em um único fim de semana, no entanto, o resultado não foi o esperado. A maioria dos empreendimentos teve a entrega atrasada e, atualmente, a Justiça está repleta de ações de proprietários insatisfeitos.

Por: Welington Vital de Oliveira

Fonte: InfoMoney
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JP Morgan corta recomendação para as ações de Gafisa, PDG e MRV

SÃO PAULO - Acreditando que ainda é cedo demais para ser otimista com o setor de construção civil, o JP Morgan rebaixou as recomendações de três imobiliárias brasileiras: Gafisa (GFSA3), PDG (PDGR3) e MRV (MRVE3). A instituição ressalta ainda a preferência por ativos do segmento de shopping em relação ao imobiliário.

Os analistas Adrian Huerta e Marcelo Motta reclassificaram os papéis MRVE3 e PDGR3 de overweight (desempenho acima da média do mercado) para neutro, enquanto rebaixou os papéis GFSA3 de neutro para underweight (desempenho abaixo da média do mercado). Para os analistas, as companhias precisam mostrar que têm capacidade para gerir o seu modelo de negócios e que podem gerar caixa. Caso elas não consigam, o JP revela que pode reduzir novamente os ativos.

Segundo os analistas, as companhias do setor de construção civil não foram capazes de gerar caixa nos últimos anos apesar do crescimento na receita bruta. Entretanto, em um ambiente mais positivo para o mercado brasileiro, as construtoras devem ter uma boa performance.

Caso um cenário de aceleração nas vendas se concretize nos próximos trimestres, as consequências serão uma alta maior do que a esperada nas receitas e nos lucros, levando a uma maior geração de caixa. "Entretanto, nós ainda vemos que há pouca visibilidade na habilidade das companhias em converter ganhos na geração de caixa já que as companhias terão que investir mais nos próximos anos.

Resultados ruins e baixa geração de caixa
Os analistas apontam o corte de recomendação da MRV devido aos fracos resultados observados recentemente, com a companhia apresentando pela primeira vez dois trimestres seguidos com margens abaixo das expectativas. Entretanto, Huerta e Motta mantêm a companhia como uma das preferidas do setor.

Já a PDG tem pouca visibilidade de ganhos, apontam os analistas, devido aos resultados fracos, além de surpresas negativas nos últimos trimestres. "Além disso, a PDG é a companhia com o maior risco de baixa nas estimativas, com a revisão dos ganhos para R$ 481 milhões, 46% abaixo da estimativa consensual dos analistas", apontam Huerta e Motta.

O corte de recomendação das ações da Gafisa, por sua vez, foi motivado pelo pagamento dos 20% de participação da Alphaville, esperado para os próximos meses, mantendo-se como um dos principais motivos para a desvalorização dos ativos da companhia. Os analistas avaliam que, mesmo com a maior participação dos acionistas minoritários, o corte foi motivado pelos piores resultados e pela queda nas margens.

Veja a recomendação do JP Morgan para as imobiliárias:



Imobiliárias tem sessão de forte queda

A visão negativa para o setor imobiliário também foi percebida pelos mercados. Liderando as quedas no Ibovespa na sessão dessa terça-feira (29), esteve os papéis PDGR3, que caíram 11,38% no pregão, cotada aos R$ 3,35. Outras ações do mercado de construção civil tiveram fortes perdas na sessão, como a Brookfield (BISA3, R$ 3,74, -7,20%), Gafisa (R$ 2,66,-6,34%), Rossi (R$ 5,62, -5,55%), MRV (R$ 9,35, -4,20%) e Cyrela (R$ 14,66, -3,62%).

Por: Lara Rizério

Fonte: InfoMoney
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Apartamento tem área igual a 50 casas populares e vale R$ 22 milhões

Empreendimento em São Paulo tem suíte de 230 metros quadrados e 12 vagas na garagem, mas está com um terço dos imóveis desocupados

Apartamento tem área igual a
50 casas populares e
 vale R$ 22 milhões
 SÃO PAULO - A planta chega a quase dois mil metros quadrados de área útil, o equivalente a cerca de 50 apartamentos do programa habitacional "Minha Casa Minha Vida". No imóvel de laje única de maior metragem da cidade de São Paulo, apenas a suíte principal ocupa 230 metros quadrados, espaço superior a apartamentos de classe média.

São 12 vagas à disposição na garagem, além de um terraço com piscina de 15 metros quadrados. Lançado em 2006, o empreendimento Adolpho Carlos Lindenberg ainda não conseguiu vender quatro de seus doze andares, incluindo o maior deles, avaliado em R$ 22,3 milhões.

Construído para ser um marco da capital paulista, o imóvel coleciona inúmeras extravagâncias. Além do tamanho faraônico, possui tratamento acústico das áreas privativas, sistema central de aspiração de ar e travas biométricas nos elevadores. As seis suítes ainda dividem espaço com uma sala de cinema.

O prédio, contudo, está localizado em uma rua fechada do Morumbi, bairro que teve a menor valorização dentre os cinco mais caros da cidade, segundo levantamento da FipeZap. De janeiro de 2008 a dezembro de 2011, o metro quadrado da região subiu 71%, ante 165% do Jardim Paulistano, por exemplo.

A alta no preço do imóvel também ficou aquém da média do mercado. Em 2006, o metro quadrado era vendido por R$ 5.500, enquanto hoje a média está em R$ 11.240, segundo o banco de dados do site 123i, referência no setor. A construtora Adolpho Lindenberg admite, porém, que as negociações estão girando atualmente em R$ 8 mil. Na Vila Nova Conceição, hoje o bairro mais nobre da capital, apartamentos de alto luxo chegaram a se valorizar 160% no mesmo período.

O público deste tipo de empreendimento está em busca de três coisas fundamentais: localização, objeto de desejo e bom investimento. Este último quesito, portanto, deixou a desejar. Mas essa não é uma constante no mercado de altíssimo padrão. Aliás, pelo contrário. A perspectiva de bons lucros voltou a atrair empresas para esse seleto nicho.

"O setor ficou carente desse tipo de produto nos últimos anos, mas agora há outro movimento. Com o juro em queda e a Bolsa em baixa, o imóvel passa a ter grande importância como fonte de renda e patrimônio", afirma Roberto Coelho da Fonseca, diretor de novos negócios da imobiliária Coelho da Fonseca.

A empresa, que desde 1989 possui um departamento de private brokers, tem bons motivos para estar otimista. No ano passado, vendeu em um único final de semana as 14 unidades do empreendimento Vitra, no Itaim Bibi, por até R$ 15 mil o metro quadrado. O prédio, que deve ser entregue em 2013, é revestido de vidro e leva a assinatura do arquiteto Daniel Libeskind, responsável pela revitalização do Marco Zero, em Nova York.

"Esse é um tipo de negócio para especialistas. Tem que saber exatamente o tamanho do apartamento, a localização e o tipo de público", alerta Marcos Goggi, diretor-presidente da imobiliária Vnc Pronto, responsável por um dos prédios mais caros da cidade de São Paulo. Localizado na Vila Nova Conceição, o L' Essence Vnc tem 726 metros quadrados, vendidos em média por R$ 29.500.

Por: Bianca Pinto Lima, do Economia & Negócios

Fonte: Estadão
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domingo, 3 de junho de 2012

O uso da web na busca por imóveis já supera classificados de jornais impressos

Segundo uma recente pesquisa realizada pelo IBOPE. Compradores de imóveis que usam a internet passam mais tempo pesquisando por conta própria e usam o tempo do corretor de maneira mais eficiente e produtiva. A necessidade de crescimento fez com que diversas empresas do mercado imobiliário repensassem sua estratégia de marketing e buscassem explorar novas formas de propagar seus produtos. Em tempos de incertezas, investimentos que trazem retornos mensuráveis se tornaram ainda mais importantes e a Internet é o meio onde a “mensuração” é o diferencial. “Com uma queda em 2008, o mercado imobiliário está se recuperando do crash mundial e a necessidade de investimento em marketing digital é a enorme concorrência no setor”, diz Gueta Ridzi Kathar, da Homewebbing, agência de marketing digital.

É cada vez mais comum a pesquisa por apartamentos e casas pela web antes da visita pessoal ao local. “Muitas pessoas consultam a internet para colher informações e ver fotos do empreendimento. As pessoas estão sem tempo no seu dia a dia e a internet é a solução ideal neste processo de primeira procura”, complementa Sergio Coelho, diretor da Homewebbing. O investimento das empresas do setor imobiliário em marketing digital é proporcional ao VGV (Valor geral de vendas) e depende de construtora pra construtora. “Cada vez mais as empresas querem investir em soluções de geração de leads, de prospect para possíveis venda”, ressalta Sergio. Em sites de imóveis os itens mais valorizados são: fotos e informações detalhadas, informações sobre vizinhança, mapas e rotas de como chegar ao local.

Fonte: administradores.com
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Creci-PR é líder no combate ao exercício ilegal da profissão

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Paraná (Creci-PR) conquistou o primeiro lugar no Ranking Nacional de Fiscalização do Conselho Federal da categoria (Cofeci), nos meses de fevereiro e março. A média de produtividade diária por agente fiscal chegou ao índice de 18,41 autuações, o que representa o dobro da meta estipulada.

Os dados foram divulgados pela Diretoria Nacional de Fiscalização (Dinaf). O objetivo do Creci-PR é terminar o ano de 2012 na liderança do Ranking. Para atingir a meta, o presidente Júnior Pucci criou o auto de constatação regular on-line, onde os agentes fiscais emitem certidões instantâneas para os corretores de imóveis que estão regulares perante o Conselho.

"O projeto traz maior agilidade no processo de fiscalização, o que consequentemente facilita o trabalho", destaca.

Além disso, o Conselho comprou novos veículos para a fiscalização e contratou novos agentes fiscais. "O aumento do número de colaboradores no Departamento de Fiscalização possibilita ações mais eficazes e garante maior abrangência e rigor no trabalho dos agentes fiscais. Já a renovação da frota permite mais eficiência nos deslocamentos pelo Estado", ressalta o presidente.

Pucci acrescenta que a fiscalização é um pilar fundamental do Creci e que, por isso, está em primeiro lugar na plataforma de trabalho dele. "Investir neste departamento será a melhor forma de combater o exercício ilegal da profissão", avalia.

Por: Adriana Santos

Fonte: O Diário
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sábado, 2 de junho de 2012

Corretor de Imóveis algumas curiosidades sobre a profissão

CORRETOR - Deriva-se do verbo correr. Significa a pessoa que anda, que procura ou agencia negócios de outrem.

CORRETAGEM : É a função do corretor ou o ofício da pessoa que se interpõe entre duas ou mais pessoas para que se aproximem e realizem uma operação ou negócio, recebendo como intermediário o agente uma certa retribuição ou porcentagem.

(ESTA REMUNERAÇÃO, EM ROMA ERA CHAMADA DE PROXENETICUM -Significava a paga do Corretor).

(O CORRETOR, antigamente era conhecido como PROXENETA) - hoje isto não ocorre mais, pois o vocábulo proxeneta carrega um sentido pejorativo.

Como diz DE PLÁCIDO E SILVA, é o medianeiro de mulheres, o corretor de amores ilícitos.

No Brasil, a figura do Corretor, genericamente falando, é antiga, tanto é verdade que o Código Comercial Brasileiro, Lei n.º 556, de 25 de Junho de 1850 traz, no título referente aos agentes auxiliares do comércio, estipulações referentes aos Corretores.


O símbolo dos Corretores

o pássaro-símbolo dos Corretores de Imóveis.

na fauna alada brasileira o Colibri é o pássaro que na luta pela sobrevivência, mais se assemelha à luta do Corretor de Imóveis

E a profissão de Corretor de Imóveis é muito antiga?

Poderíamos responder que não é recente.

Iniciou com as primeiras transações imobiliárias.

Visava, inicialmente, socorrer pessoas com maior dificuldade para tratar de assuntos ligados a imóveis.Por exemplo: - Aluguel - viúvas- moribundos - Compra e Venda - além dos casos acima, pessoas com pouco conhecimento da matéria (herdeiros, moradores do interior)

A Regulamentação da profissão no Brasil

No Brasil a profissão de Corretor de Imóveis só pode ser exercida por pessoas devidamente inscritas no conselho regional de corretores de imóveis.

Para se inscrever neste conselho o pretendente deve ter uma capacitação mínima que decorre de dispositivos legais.

A primeira regulamentação profissional, data de 27 de agosto de 1962, o que demonstra ser, no Brasil, uma profissão relativamente nova.

Esta regulamentação inicial veio pela Lei nº 4.116 de 27/08/62, que, embora tímida, trouxe os primeiros parâmetros de desempenho para a categoria.


Podemos dizer que é a Bíblia dos Corretores de Imóveis. É onde encontramos todos os  fundamentos que baseiam as atividades do Corretor.
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